quinta-feira, 15 de maio de 2014

Adolescência. Extravio! E o moçinho?

A busca do diferente e do exotico
A sede incessante e angustiante por encontrar-se
Como se fosse isso razao de vida 
Como se fosse isso psicotico

A vertigem louca dos ares juvenis
Inexplicavel em sua infinidade e em sua essencia
Contida em um apenas ponto na existencia
Paradoxalmente perturbante e mantenedora de refens, gente infeliz 

Eh razao de morte, de psicose
De narcoticos e suicidio
Razao de feridas pra toda vida
Tudo por erro da dose

Adolescencia eh tempo de plantio
Eh tempo de crescimento
Eh tempo de raizes e adubo
Eh tempo de se proteger do extravio

Extravio que satanas faz no publico adolescente
Extravio que o mundo faz
Extravio de juizo, moral, paz
Extravio pelo nosso propio mal, extravio constante e inconsciente

Extravio do que Deus fez
Roubo violento da vida
Nao a vida que se vive perdida
Nao a vida seca de escassez
 
O diabo eh ladrao de almas
O diabo eh ladrao de esperança
O diabo eh ladrao de alianças
O diabo vem pra deixar traumas 

Mas e cade o moçinho?
O unico moçinho ja veio
No moçinho eu ja creio
O moçinho sofreu com espinhos
Pra me salvar com carinho. 

Ele nao me da o que eu quero
Nem o que eu poetiso
Me da o que eu preciso
Com todo, todo o esmero