segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

A criança que a vida sepulta

Insegurança, crises, dúvidas e medo
Se achegam ao chegar o desconhecido
Espantando a confiança do meu enredo
Que resiste como criança em degredo

E qual seria o seu maior degredo? Possivelmente nenhum segredo.
A adolescência, a exigência, a vida adulta ?
Que tortuosas teimam em chegar tão cedo
Afogando em lágrimas da consciência a criança que a vida sepulta

E quem a salvaria?
Se o mundo a torna indesejada à todo mortal
Se o tempo não a segura segura
Se a vida segue seu ciclo habitual
E não se importa em ser dura

E como lidar com a morte?
Todos precisamos de uma cura
Será que alguém se acha forte
Pra fazer brilhar uma cratera escura, que é a raíz da amargura ?

Será que alguem se vê imortal?
Será que alguem se acha ileso?
Se alguém está tão irracional,
Por favor, não seja mais um indefeso.


terça-feira, 24 de novembro de 2015

Devassidão

O mundo é mau
A vida é desilusão
A visão superficial
Esconde a devassidão

Em cada esquina e olhar
O brilho perdido, o breu
Já perdido em não amar
O único e verdadeiro Deus

Luzes coloridas nas noites escuras
Apenas escondem o precipício vindouro
Em que hão de terminar as criaturas
Que não escolheram o céu como seu tesouro

E o coração impuro e teimoso
De cada mortal aberrante
Será pesado pelo Deus poderoso
Para o livrar ou não, do fogo incessante.