segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

A criança que a vida sepulta

Insegurança, crises, dúvidas e medo
Se achegam ao chegar o desconhecido
Espantando a confiança do meu enredo
Que resiste como criança em degredo

E qual seria o seu maior degredo? Possivelmente nenhum segredo.
A adolescência, a exigência, a vida adulta ?
Que tortuosas teimam em chegar tão cedo
Afogando em lágrimas da consciência a criança que a vida sepulta

E quem a salvaria?
Se o mundo a torna indesejada à todo mortal
Se o tempo não a segura segura
Se a vida segue seu ciclo habitual
E não se importa em ser dura

E como lidar com a morte?
Todos precisamos de uma cura
Será que alguém se acha forte
Pra fazer brilhar uma cratera escura, que é a raíz da amargura ?

Será que alguem se vê imortal?
Será que alguem se acha ileso?
Se alguém está tão irracional,
Por favor, não seja mais um indefeso.