Chuva que chove,
chove molhada
deixando esta terra regada
e por sangue encharcada
de aniquilação da mente
um povo que vive cegamente
crendo em mídias e manipulações
obedecendo sem pensar
estes incabidos padrões
sabe esta chuva ,
bem que poderia lavar,
como mão que se livra da luva
pronta para se aventurar
livre, de toda capa, toda máscara
ó chuva, molha estes olhos
molha, lava, para que vejam a verdade
por vezes escondida, nesta fúnebre sociedade
Ò chuva, que vem com seus ventos
trazendo a pobres corações, alento
movimentando emoções
fazendo ecoar, alegres e fúnebres canções
vindos de almas encharcadas
por esta bondosa e malvada chuva molhadas
Chuva, que fecha o tempo
carrega folhas com seu forte vento
carrega também emoções
vindas dos rígidos corações
chuva, lágrimas do céu
derramadas e molhadas
sobre este povo cruel
estas almas fadadas
mas chuva, que traz esperança
procede dela arco iris, beleza
nos faz lembrar da mais tenra aliança
nos traz uma firme certeza
Rajadas, o vento sopra muito forte
quase vendaval
com cheiro de morte
um pré funeral
Tempestade, que não faz questão
de esconder a verdade
e nem apagar cada ilusão
O dia nem sempre está belo
mas melhores condições anelo
a chuva está triste,
e esta garota nunca tão abatida vistes
Estes trovões, clarões
céu em confusão
céu em batalha,
e cada doce ilusão, presa na calha
Todos fugimos destes dias feios
mas eles podem ser carentes
podem ser simples devaneio
agonizando simples mentes
Estes dias, que julgamos,
e outros, contemplamos
mas de fato, podem ser iguais
pode um sofrer demais
Incríveis mundos, em cada trovão
perfeito desmundo, nesta completa fascinação
para uns tristeza, para outros beleza
e forte admiração
Pois realmente, estas criaturas,
por provações passaram
certamente batalharam
estas coitadas feiuras
Sim, são explicadas
por alguma razão
são justificadas
seja por emoção
Pois cada um, nós
esta gente infiel
gente algoz e gente cruel
Temos nossas fraquezas
também as belezas
somos um céu,
dias belos e feios
somos noivas com véu
escondendo nossos devaneios
nossas incertezas,
cada mazela...
Somos imaturos
na nossa história há muros
somos crescidos
mas nem sempre bem vividos
Devemos nos espelhar no céu
Na nuvens, que sem medo
expõe sua megera, além de seu mel
não temem o degredo
Até é o que querem
viajar, com ventos correm
estas nuvens, estas lágrimas
não em fuga, mas em batalha
sem receio de falha
desbravando nova terra
sem medo da guerra
E que bom espelho,
nos deu nosso Deus!
para nos dar conselho
este qualificado liceu
É a natureza, nosso manual
que nos ajuda com nosso mal
esta chuva, que nos tira a luva
vem do céu, e nos traz anel
uma aliança, doce esperança
de melhora, mudança vinda de fora
mas que começa por dentro,
inspirada pelo vento.
Assim, terra com cheiro de guerra
encharcada pelo sangue
sendo banhada, molhada pela doce chuva
com cheiro de mel, oriunda do céu
E o que as separa?
um espelho! um pano vermelho
que nos permitiria para nós mesmos olharmos
achando a resposta
como em alice coelho, levando nos para um passeio
um doce devaneio, aceite esta proposta
Façamos este mundo melhor,
saibamos nós mesmos de cor
se é que isto é possível,
este complexo mundo inteligível
Já dizia a filosofia
conhecer o interior,
entender cada dor,
nisto ela até cria
Mas cada vez é mais difícil
neste mundo impássivel
porém de paz impossivel
e de caracteristica incompreensível
E o que haveria?
em cada desprezivel, em cada fuzivel?
uma paz inatingivel
um amor inacessível
Pois guerra além de falta de paz
é a inquietação que o desamor traz
E que este céu, este espelho de véu
possa ser rompido! em chamas, trovoes, lágrimas
em chuva, em raios, em compreensão
em alegrias e desmaios e depressão, doce fusão
Então creio que a chuva possa vir a ser isto
ruptura do céu, do véu, do himen
que todos humanos temos visto
cada um de nós, cada não quisto.
Agora me despeço, desta filosofia tempestuosa
e peço, observe cada gota fria, virtuosa
vindas de uma não alegria, dolorosas
Tire pra vida lição, em cada observação
em cada raio e trovão
não caia em persuasão
deste falso mundo
pelo contrário, largue a confusão
e pense alto! alto acima do vidro, envólucro
enxergue por essa lente, que de espelhada não tem nada
mas sim de mente molhada
por esta doce chuva, magia e depressao
uma nova alusão, a esta enganação latente
neste mundo de amor ausente.
Espero que tenha servido de auto ajuda, esta doce chuva.
Manola Carol.
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