domingo, 30 de setembro de 2012

Quarto fechado

Que dia lindo!
eu estaria no sol, rindo
Mas estou neste quarto, fechada
sozinha, enclausurada.
Sem ter luz e calor,
sem viver o amor
Trancada em mim,
isolada do mundo,
apenas eu e o nanquim
papel e parede, até confundo
Meus amigos no marinha,
enquanto minhalma definha
Minhas companhias são paredes,
canetas e linhas, vedes
Minha conversa é com você, leitor
Você no sol, eu no quarto sem cor
E me lesiona a tristeza, depressão
certezas no meu coração
Neste dia tão lindo!
Sol que está brilhando!
E eu, aqui, me indo, me definhando!


Manola B.

Bipolaridade & Adolescência

Acho que somos todos uns bipolares,
seres precisando de novos ares
Não que haverá diferença,
já que o problema somos nós, e nossa a sentença

Sempre inconstantes, instáveis,
Não obstante, voláteis
Uns mal humorados, outros, apaixonados

Nós adolescentes, variados ao extremo
Uns dementes, mas não os condeno

Todos temos fibra e garra,
assim como fetiche por farra

Temos depressão e paixão
muito frequentes a nós
mas nem sempre ligadas,
razões hão das mais variadas

O mundo adolescente é complexo,
confuso, trocamos as coisas de lugar, dislexo
Falamos besteiras, às vezes, sem nexo

Somos brincalhões,
mas só entre nós,
com os pais somos fechadões

Alguns não nos aceitam, mas tolamente,
porque também já foram, adolescente
E que fase complicada! que mentes complexadas!
que gente irritada, às vezes não se entende nada

Tantos, almas obsecadas
nas coisas mais variadas
cantores, ídolos, atores
franja na testa, música, festa
Estar entre amigos, rir, curtir

Nem somos tão sem compreensão,
temos bom gosto,
bastante expressão
e falsidade no rosto. Apenas isto.

Sei que me contradigo no que escrevo
me ajuda, amigo.
Pois assim também penso.
Com várias opiniões, à luz de várias óticas,
vários pontos de vista,
análise confusa, nem tanto analista
feita de conhecimento geral, mas não menos especial.

Escrever faz bem, e dessas características que eu citei,
muitas são minha adolescência, minha mente sem lei,
minha louca ciência, interna demência

Essa confusão, dualidade
revelam bipolaridade.
Contudo, não a própria, mas a que está em todos nós adolescentes,
E o fato de estar escrevendo,
também mostra adolescência,
revolta, revolução, expressão

Assim, percebem que esta que vos "fala" é mesmo adolescente,
realmente passa por tudo isto, e sabe tal qual é.
Você adolescente não está sozinho, eu estou aqui
somos diferentes, temos distintos pais,
mas somos ambos adolescentes, todos no fundo iguais
iguais em diferença, loucura
bipolaridade e identidade à procura,
todos na mesma rua escura.

Manola Brou

Eu, Incrédula

Eu sou cética
tenho uma pérola,
não só estética
mas, Eu, incrédula

Com essa pérola sou rica
mas não quero cédula,
meu eu, nem acredita
Eu, incrédula

Simplesmente não creio,
essa riqueza vã veio
parece mentira,
Eu, incrédula

Para que é só impressão,
parece que é só confusão,
Eu, incrédula.

Manoleka B
Versus:
Deus é forte, está a meu lado
venceu a morte, leva meu farda
Ele me cura, Ele me procura
fala comigo, é meu melhor amigo!

Chorus:
Não tenho dúvidas! Ele me ama.
Não tenho dúvidas! Ele me chama.
Quero ir com ele! Subir para o céu.
Quero ir com ele! Sou de Israel.

Vento na Janela

O vento bate à janela
pedindo para entrar
mas pode apagar a vela
este movimento do ar

O vento bate com violência,
exigindo estrada,
é preciso ter paciência,
e nenhum reação desesperada

O vento uiva, assusta
é menina ruiva, que ofusca
que deixa tudo para trás,
e sem querer, o mal faz.

Manoleka
Não pense que até agora,
pelo teu comportamento,
deixei de te amar.
Fico feliz com a melhora,
mas tenho o entendimento,
de te amar, não importando
como que possas agir ou falar.

Mana

sábado, 29 de setembro de 2012

As faces do amor

O amor tem faces,
simpatia e muito enlace
O amor aprisiona,
machuca e lesiona

O amor é megera
é malvada fera,
do ataque à espera

O amor é ávido
o amor cora pálido
O amor é envolvente
o amor é carente

O amor é uma surpresa
uma vã sutileza,
uma excitação,
um fogo no coração

Amor é paixão,
é rosa caída no chão
desvaída de irresponsável mão,
traços de modernidade.

Amor é sensação,
que passa como a estação,
ou então morre junto ao coração

O amor é variado,
é criança e é criado
é um constante aprender,
um mútuo crescer

Amor é inconstância,
é pura infância,
É naturalidade,
é estabilidade

Para uns sentimento,
a outros mandamento,
e a ainda outros apenas alento.

É carência,
de doente coração, demência
De malvada armação, aparência.

Amor é ferida aberta,
é dor descoberta
É doença, é crença
é eterna sentença.

Manola Bro --- 22/09/12
Kályton Carvalho: meu verdadeiro "eu": Eu sou aquilo que Deus diz que eu sou as pessoas tem seus conceitos e dizem cheios de preceitos o que perante os reis parecem ser leis...

Eu, Hipócrita!

Eu que falo da sociedade! Falo, e falo mesmo
mas também sou fruto dela!
sabe, eu sou daquelas que sempre forma estereotipos e tira conclusoes com poucas informações,
sou daquelas que com alguns dados traça um perfil para pessoas, situações, mundo
talvez eu ignore peculiaridades, variedade
talvez seja eu uma generalista
Sou totalmente hipócrita!!
vivo falando mal dos padrões da sociedade, mas uso eles todo dia, vivo julgando, esquematizando, matematizando o mundo e as pessoas!
E eu que vivo falando da hipocrisia de beltrano e ciclano! vivo falando mal,
e é o que nós humanos fazemos de bom, não é? obras do diabo, matar, roubar, destruir, mentir, iludir, machucar.....
Sou hipócrita tanto quanto aqueles a quem critico, estou inserida no sistema, nao exclusa disto.
então sou duplamente hipócrita, porque sou uma hipocrita que fala mal de gente hipocrita!
a prova disso é o q faço agora, falando mal da hipocrisia, de mim mesma....
que confusão de hipocrisia! tal qual o mundo! este, que eu deveria parar de criticar! pois assim como eu esto nele, ele está em mim... nas minhas atitudes, na minha natureza...forte ligação
mas nao deveria ser mais forte que a minha ligação com a minha consciencia, com a ética, com minha mente, minhas escolhas, minha religião!!!
Criticar e criticar, é o que eu faço, o que nós fazemos. Mas da critica provém análises, reflexões, conclusoes, soluções. E lá estou eu com minha mente confusa, opiniao difusa... eu, de fala contraditória... talvez em razão da idade, esta adolescencia...talvez por nao ter ainda uma opiniao formada e concreta....
Enfim, quaisquer os motivos... falo e logo após desfalo... sou confusão, sou aberração. sou mente em formação.
Enfim, despeço-me, esperando que através desta leitura, tu leitor, tenhas absorvido algo positivo, através destas linhas embaraçadas que a tecnologia me ajudou  a endireitar... Porque falhou minha mente em organizar o assunto... Mas agradeço por ter mãos, frias como defunto, mas que me possibiltam postar isto....
Adeus, eu Manola.
Sabe, Deus tem me revelado coisas...uma delas e a principal, que Ele pode me curar, Ele é a solução do meu problema... Ele pode aquietar minhas emoções, ele pode me livrar do inimigo, pode me salvar de mim mesma...pode me livrar dos espiritos de depressão e auto mutilação. Só preciso estar no centro da vontade dele, buscando e intercedendo...
Amém! Senhor.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Olá! postagem numero 100, na verdade, 99...
porque vou tirar um post que tem umas coisas sobre o nazismo, ou dois..
seilá, alguns leitores não gostaram... nao que eu deva agaradar a todos, (até pq seria impossivel, nem Jesus agradou a todos, como sempre diz a isaleia") mas.. seila..em "respeito",  vou tirar. quem leu, leu. E que fique BEM claro: NAO APOIO o nazismo! de forma alguma! só expus que entendo... que se explica, porque JAMAIS se justificará!!!
beijos!!!

Três

Naquela terça-feira
dia tal de março
estava na escola, vida rotineira

Tinhamos uma missão
aula no laboratório
mas sem obrigação

Era biologia,
assunto sistema sangúineo
os três genes, A, B, O.

Naquela tarde testamos nosso sangue
mas com ordem e supervisão
e com os enjoados, compreensão

A tarefa não era complexa
fazer um furo,
efetuar a coleta

Três gotas apenas,
para três substâncias
sem medo, sem ânsias

Porém com receio eu estava
duvidosa, receosa
a, atenta, apenas olhava

Contudo, tomei coragem
resolvi fazer,
não havia porque temer

Peguei uma lâmina,
para o sangue colocar
sentei-me, para não tontear

A lâmina cortante era individual
a galera de jaleco:
coisa muito especial

Então era só me furar,
estava a meu dedo encarar
pensando como iria me cortar

Então lá fui
com bravura me furei
mas o sangue não flui

Três furos eu fiz,
tive que chamar a professora
pois complicada eu sempre fora

Só o terceiro vingou,
quando a prof. furou,
mas pouquíssimo sangue escoou

Três furos,e quase não obtive
três gotas
pedi que meu colega me ajudasse

Ele me ajudou,
para que o sangue escoasse
e minha tipagem sanguínea analisasse

Então conseguimos,
três gotas se derramaram
e três colegas no entorno se assustaram

Confirmei meu sangue, A+
não desmaiei,
apenas meio tonta fiquei

Quando saí, o mundo estava violeta,
minha visão diferente,
alguma coisa no ambiente

Estava fraca.
reação demorada,
eu já imaginava....


Manola B - ps. história real. e notem que todas as estrofes têm 3 versos...kkk abaixo a continuação, que é facultativa.


Mas ainda assim,
acho que gosto de sangue
de fazer medicina estou afim

Espero que não dê nada em mim
afinal, três é pouco, três´é muito,
mas não o suficiente, para ser assim...

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Vermelho

Vermelho, cor de sangue
vermelho de fiambre
cor de morango
cor de orangotango
sangue de morte,
musculo de homem forte
vermelho da boca
da maça, oca
vermelho de fogo,
vermelho do jogo
vermelho da rainha
de copas, mesquinha
vermelho é cor de amor
fogo consumador
vermelho representa paixão,
porque vermelho é o coração
Vermelho, sangue de guerra,
vermelho cor e centro da terra
vermelho de vinho, sangue fresquinho
sangue de morte e de má sorte
também é sangue de pessoa nascida,
também é vermelho da vida.!















Manola Bro

Iphone X Iphome


Falso progresso

As coisas são,
mas mudam quando muda a estação
Transtorno é,
e muito difícil, de melhoras ter fé
Um mundo de inteligivel rei,
e de fracassada lei.
Conceitos distorcidos,
valores destruídos,
É inacreditável, o que faz o ser humano
é decepção inefável, o mundo urbano
Não amor à vida,
moral corrompida
ética desvaída.
É a nossa atualidade,
nossa fútil modernidade
A prolongar a  vida,
a desvalorizou,
a tornou iludida,
e algumas tão cedo findou.
Sim, a modernidade
nos trouxe desigualdade,
vivemos um regresso,
disfarçado de progresso.

 
Manola Bro

Criança no primário

Não gosto dessa repressão,
esta radical medida
certamente tomada sem noção
do que faz na minha vida.

Porém, sei que é com amor
sei que é importante,
e não é feita para impor,
mas para ajudar meu eu errante,
ajustar minha falha constante.

Preciso o suficiente dormir,
mas isto não consigo cumprir,
então meus pais estão a ajudar
botando o pc às dez a desligar.

Gostar, não gosto,
mas vejo necessário,
irresponsabilidade mostro,
como criança no primário.

Manola B

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Primavera

O inverno já passou
a primavera ja chegou
Flores brotam, todos notam
Alegria, magia
e alegre fantasia
Borboleta serelepe,
frio que se esquece
Amor que arde,
ódio que morre covarde
Poesia do dia,
Primavera, menina é e era
Estação de flores e amores
Paixão de todas as cores.

Manola B

Sol Forte

Que sol forte!
forte mais que a morte
traz vida,
renova esperança perdida,
traz boa sorte

Sol forte,
que que beija a praia,
beija o mar,
desmaia e a deixa a amar.

Sol forte,
me viu feto,
me viu discreto,
hoje me toma por completo.

Sol forte,
que brilha sem nuvem
e minha pele cor de ferrugem.

Torna o dia belo,
e outra coisa,
não mais anelo.

Manola B

Olhos mil

Estes olhos,
são a causa do que escrevo
mudo de cor,
quando os vejo

Olhos ávidos
que coram,
rostos pálidos
que os olham

Olhos castanhos
olhos de silício,
olhos de estanho
olhos de vício, e cunho mortício.

Porém, olhos de alegria
claros como o dia
que voam como borboleta
em tons de fantasia.

Olhos de expressões mil
variados como o Brasil
encantam e desfalecem
quem já os viu.

Manola B

É & não é

Frio em dia quente,
é arrepio carente

Solidão em tanta gente,
é multidão indiferente

Razão demente,
é paixão latente

Calor em noite fria,
é amor que se inicia.

Manola B

Este setembro

Neste mês de setembro,
estou livre daquele garoto,
o qual, nem lembro
já foi pro esgoto,
se foi meu desgosto,
alegra-se meu rosto.

Manola

Inverno de fúnebre terno

Há uma hora,
o inverno chora
pois tomou seu lugar
a natureza que vai brotar
chegou a sua distante prima
que, amante, fascina
Do inverno, é chacina
menina, nasce agora a flora,
nesta última hora
que o inverno só chora.

Manola

Céu de vício

Que doce perfume
desta quase noite
deste céu de leve negrume

Que vício,
Luz do dia, resquício

Este pôr-do-sol,
este laranja, vermelho, amarelo
este céu belo!

Manola

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Sonooo

O que faço quando fico sem idéia?
Penso, invento
minha mente se redobra em mocréia.

Mas o pior dos males é o sono,
que nos torna monótonos, abobados, 
lentos, completos retardados
Uns seres descontrolados....
O sono é devastador,
 e eu que o diga,
tomo remédio, e não é pra dor
é anti depressivo, vulgo substituto da melhor amiga...
De manhã, pareço um zumbi
zanzando por ali e por aqui
tentando acordar, tentando do sono me libertar
Porém, não é simples assim,
café, ritalina, água
Já nem tanto adiantam
este sono não tem fim.
este sono é artificial em mim.
Está fora do meu controle,
é dominio astuto da medicação
cada vez que tomo-lhe
é impossível nao cair em hibernação.
Esta sou eu, com medicamento
me esforçando contra os colaterais
que me repelem os pensamentos,
me dão sono demais,
mas o remédio é importante,
para manter meus ideais.

Manola Bro

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Despejo

Estou a viajar
neste tortuoso mar
me vejo, a navegar
o universo do despejo.
Mana B

Sortudo trevo

Saiba, no que escrevo
faço alusão, ao maldito que me faltou
sortudo trevo, ao q este causou, exclusão.
Mana B

Este lar

Desculpa se sou poética
se estou a versar ética
se ainda tenho a ilusão
de uma global transformação
se ainda quero ver mudar
este planeta que chamamos de lar.

Mana B.

Ensino médio

Quero que dure pra sempre
este meu ensino médio
ou que pelo menos seja eterno enquanto dure
sentirei muita muita falta dele
afinal, aqui cresci, amadureci
acordei para a vida
tive bons amigos
fui sociável, fui amigável
aqui, virei adulta,
aqui, estive adolescente
aqui, deixei a criança
Uma época da qual sempre restarão boas recodações
uma transição saudável
da qual sentirei imensa falta
período que me descreve
que retém meu coração
escola de calor e neve
esta minha vida
colégio que me viu adolescente,
me viu bipolar
gente que me viu volátil
gente que me viu crescer
não sei estou pronta para a faculdade
se estou pronta pra vida adulta
pois nunca em mim morrerrá
esta criança que sempre viveu na alma

Mana

Uma história


Na rica Belo Horizonte, morava uma garota de 16 anos, para fazer 17 anos, ela acabara o ensino médio em uma linda formatura, porém sem ter idéias do que prestar vestibular. Na verdade, ela pouca coisa sabia da sua vida e menos ainda com certeza. Sua mente estava confusa e ainda com os restos dos pensamentos do ensino médio, que se tinha esvaído de suas mãos.

E, naquele dia 23 de dezembro aceitou o convite de passar suas ferias de verão com sua tia e sua prima, numa cidade do interior do estado, onde imaginava encontrar paz e tranqüilidade para pensar na sua vida e tomar sérias decisões.

Porém ela nunca imaginaria o quão marcante seria essa experiência e o quanto isso acrescentaria no seu emocional e psicológico.

Era já pelo dia 4 de Janeiro quando partiu de Belo Horizonte, rumo à casa de sua tia e sua prima. A viagem fora longa, mas o que fora pior que o tempo real da viagem é que suas preocupações atormentavam a pobre Mariana, que não conseguia aproveitar as lindas paisagens que separavam Belo Horizonte da cidade de interior pra onde ia. Sua mente não descansava, estava inquieta, ansiosa, imaginando como seria o verão na presença de sua tia e sua prima que não tinha muito contato e num local totalmente diferente do que estava habituada. Estava ansiosa e receosa, mas ao mesmo tempo muito empolgada e repleta de sonhos e expectativas para aquele verão, mesmo sem saber se elas seriam cumpridas.

 

Nunca Mariana imaginou ser tão angustiante a espera. Mas, ao passo que pensava em tantas coisas, sua mente cansou e Mariana adormeceu.

- Atenção, passageiros com destino a estação 440 da Br 40 para desembarque. Aos demais passageiros desejamos que estejam bem acomodados e lembramos aos passageiros que vão desembarcar em Paracatu que restam apenas duas paradas até lá, Faltam apenas 10 Km para a chegada, e está prevista para daqui a 30 minutos. Obrigada pela atenção, Minas sobre rodas a seu serviço.

Mariana (Pensando) - Hum? Quê? Olha, estamos perto de Paracatu, onde minha tia mora. Ah, se não fosse o senhor que fala estranho no microfone pra me acordar. Minha nossa, que paisagens legais tem por aqui. Espere um pouco, campos? Vacas? Ah, o que vim fazer aqui? Como minha querida prima Julia agüenta viver aqui? Coitada, tem a minha idade mas não sabe como é a vida na cidade grande. A vida dela deve ser muito diferente da minha. Não a vejo desde criança, quando aos 7 anos vim aqui, mas lembro de pouquíssimas coisas. E a tia Carla, então? Que não vem a capital desde 2003, quando seu marido morreu. Já fazem 4 anos, mas vejo que ela e Julia ainda sofrem muito com isso.

- Serviço de bordo, aceita suco de laranja? Bolacha Maria?

(Mariana) - Não, obrigada.

Mariana (Pensamento) - Ba, estou meio enjoada. Acho que foi aquela barra de chocolate inteira que comi na rodoviária antes de partir. Como se não bastasse, esse pinga-pinga balança mais que brinquedo de parque. Ninguém merece!

- Serviço de bordo, aceita um hambúrguer? Coca-cola?

Mariana- Sim, aceito. (Ah, espero que eu não vomite).

- Atenção passageiros da estação 441 da Br 40, para desembarque. Lembramos que a próxima parada é em Paracatu. Chegada estimada em 15 minutos. Aproveitem a viagem.

Mariana- Hei, moço. Tira uma foto minha aqui na janela?

- Claro.

Mariana (Pensamento)- Pronto, agora vou botar isso no orkut quando eu voltar, se bem que ainda falta bastante tempo. Todos vão ver que vim pra um lugar bem distante. Hei! Tem até porcos na minha foto! Por isso eu não esperava.

- Gostaríamos de avisar que há um trecho complicado perto do desembarque em Paracatu. A estrada está bastante embarrada e de difícil acesso. Desembarque em 8 minutos.

Mariana (Pensamento)- Ah, que legal, agora vou rever minha prima e minha querida tia, que não vejo há tanto tempo. Como será que elas estão? Será que a Julia tá a mesma? Ah, ela deve ter mudado desde a época que nós brincávamos de casinha. Bem, a tia Carla falou que arrumou um espaço pra mim lá na casa delas. Mal posso esperar.

- Chamada para desembarque em Paracatu. Agradecemos por escolherem a Minas sobre rodas. Lembramos que a próxima parada é daqui a 40 minutos.

Mariana- Ai! Chegou a hora.

Ela assim como os outros passageiros que estavam descendo em Paracatu desembarcaram normalmente e se deslocaram para o espaço central da rodoviária, que não era muito grande.

Carla- Mariana, é você? Mal te reconheci. Estás grande, cresceste muito. Ah, esse é o Pedro, meu ajudante. Como foi a viagem?

Pedro- Prazer Mariana.

Mariana- Oi tia, há quanto tempo. Minha mãe te mandou um grande beijo. Prazer Pedro. A viagem foi boa. E a Julia? Cadê ela? Mal posso esperar para revê-la.

Carla- Ah, pois é. A Julia também quer te ver Mari. Mas ela machucou o pé faz 2 dias está em repouso. Não foi nada grave, mas achamos melhor que ficasse em casa.

Mariana- Ah, sim. Tudo bem, eu entendo. Vamos lá então? Estou ansiosa para conhecer a cidade e ver como estão as coisas lá na propriedade.

Carla- Ah, sim. Claro, Vamos logo. Até porque está prevista chuva pela noite. Se sairmos daqui agora, chegaremos lá antes de escurecer. Também porque o caminho já está um tanto embarrado.

Mariana- É, fiquei sabendo.

Pedro- Eu ajudo com a bagagem.

E foram os três de jipe, até chegarem a propriedade. Foi mais uma hora de deslocamento. Em boa parte do tempo Mari pensava como que sua prima teria machucado o pé, mas achou melhor perguntar diretamente a ela. Reparou que existiam varias colinas, morros e montanhas, e inclusive algumas cavernas rochosas. Isso instigou bastante sua curiosidade. Sem falar de uns arbustos arroxeados que viu pelos campos. Nem imaginaria o que poderiam esconder.

Logo o jipe com as 3 personagens passou pela padaria mais próxima da propriedade, nela trabalhava seu Thomas, há mais de 20 anos.

Thomas- Olá Carla, vai uns pãezinhos hoje?

Carla- Sim, temos uma visita muito especial hoje. Minha sobrinha Mariana que mora na capital veio nos visitar depois de quase 10 anos sem se vermos. Quero 8 pães.

Thomas- No capricho, Dona Carla. Estão quentinhos. E aproveite bastante os ares da roça, Mariana.

Mariana- Obrigada, vou sim.

E seguiram seu caminho até a propriedade da família. Logo em frente também encontraram o dono da fruteira, seu Jorge, oferecendo melancias.

Jorge- Olá Dona Carla, Seu Pedro, visitante simpática. Estão interessados em uma melancia bem suculenta?

Carla- Sim, Seu Jorge. Pode ver uma aí pra nós. Mas, me diga, como vai sua esposa?

Jorge- Como, sempre. Ela sofre sempre da diabetes, mas como aqui não chegam todos os meses os medicamentos que ela precisa, não consegue ter estabilidade e controle da doença.

Carla- Estimo às melhoras da sua esposa então, seu Jorge.

Jorge- Obrigado, e bom passeio pra vocês.

Então as personagens seguiram e após 3km chegaram na propriedade. Julia os esperava lá, como tinha dito sua mãe a Mariana.

Carla- Filha, chegamos. Venha cumprimentar sua prima.

Julia- Oi Mari. Que saudade. Fazia tanto tempo que não nos víamos! Você está diferente. Queria tanto te ver.

Mari- Oi Jú, você mudou bastante. Estava ansiosa para te ver. Éramos tão amigas durante a infância. Vamos conversar bastante.

Carla- Pode mostrar a casa e depois a propriedade pra Mari, filhota. Vão lá.

Jú- Certo mãe.

Mariana e Júlia foram para dentro da casa. Júlia estava mancando um pouco, mas parecia não haver nada no seu pé.

Jú- Mari, é aqui que você vai dormir. No meu quarto!

Mari- Legal! Jú, quero saber uma coisa. O que houve com o seu pé?

Jú- Ok. Vou te contar a história. Mas você vai ter que prometer que não vai contar nada pra minha mãe, ok?

Mari- Claro, ok.

Jú- Bem, na real, com o meu pé, não houve nada. Fingi um machucado porque estava interessada em aproveitar o tempo que minha mãe levaria para te buscar na rodoviária para assuntos de muita importância e dos quais minha mãe não pode saber. Ela estã sempre por perto, é difícil esconder as coisas dela.

Mari- Hum, certo. Entendi. Mas, fala mais. Fiquei curiosa, tem alguma coisa aqui que eu deva saber?

Jú- Bem, tem. Vou te contar enquanto caminhamos pela propriedade para que a conheças.

Então as duas deixaram seus pertences na casa e foram caminhar pela propriedade, durante o pôr-do-sol.

Jú- Olha, aqui em frente a casa fica o jardim (Norte da casa). Atrás da casa temos os porcos (Sul da casa), atrás dos porcos o galinheiro. A Oeste da casa está o lago. Ao lado dos porcos e do lago, há um pomar bem extenso em comprimento. Lado ao pomar e do lago, se afastando da casa, temos o campo, onde criamos as vacas, os cavalos. Do lado do campo e na continuação do pomar, temos um caminho cercado por arbustos arroxeados, especialidade dessa região de Paracatu, que leva ao labirinto desses arbustos que temos aqui na propriedade. Teoricamente, aí acaba nosso terreno. Porém, seguindo o labirinto pelo caminho certo, chegando até o centro, nós enterramos o material necessário para passar por um passagem secreta que abrimos em uma parte da cobertura de arbustos. Passando pela passagem, demarcamos uma trilha por entre a floresta de pinheiros que há atrás da propriedade. Essa trilha leva às bases dos morros e montanhas que temos atrás da floresta, isso já é bem distante da casa.

Mari- Nossa, que legal, nunca eu imaginaria isso.

Jú- Pois é. Acontece que há anos atrás, eu e meus amigos descobrimos uma caverna dentro de um desses morros. Nós tapamos a entrada com umas técnicas muito especiais que temos e fica imperceptível que há uma caverna ali.

Mari- Puxa, que aventura. Incrível.

Jú- Dentro dessa caverna organizamos como que um QG (quartel general), onde podemos ficar sossegados e distantes dos pais. Lá temos muitos equipamentos. Lá nós nos divertimos muito.

Mari- Que legal! Quero que me leve até lá amanha.

Jú- Certo, pode ser.

Mari- Combinado então.

Jú- Ah, vamos nós e meus amigos, tá?

Mari- Certo, me apresenta a eles amanha.

Jú- Sim, é a Paula, o Roberto,  a Nicole, o Henrique e o Tobias.

Mari- Que legal! Mal posso esperar até amanha.

Jú- Melhor nós voltarmos.

Mari- Sim, está ficando escuro.

Elas voltaram pra casa, Carla já as esperava com uma deliciosa janta preparada por ela. Após a janta, elas arrumaram suas coisas e foram dormir. No dia seguinte, acordaram as 9:00, tomaram café e logo saíram para o passeio combinado.

Jú- Esses são meus amigos, Mari.

Paula- Prazer Mari eu sou a Paula.

Roberto- Prazer me chamo Roberto.

 Nicole- Oi meu nome é Nicole, prazer.

Henrique- Oi

Tobias- Seja bem vinda à Paracatu e a galera da mina.

Mari- Prazer, muito obrigada.

Jú- Vamos lá, sem perder tempo.

E os amigos foram caminhando pelo pomar em direção ao labirinto e à floresta de pinheiros. Quando chegaram no labirinto, Mari foi picada por uma serpente que por ali passava, tendo se escondido entre os arbustos para pegá-la de surpresa.

Mari- Aaaaaaaaaaaa!

Roberto- Rápido, vamos levá-la no posto.

Henrique- Eu ajudo a carregar.

Paula- Vamos, Tobias, mate a cobra e traga junto.

Tobias- Certo.

Nicole- Ai que horror.

Jú- Vamos manter a calma.

E assim Mari foi socorrida e observou de perto os procedimentos, e isso a interessou muito. Então decidiu que gostaria de ser auxiliar de enfermagem. Muitos em Belo Horizonte dizem que foi uma má experiência, porque depois daquilo, ela voltou para a capital, mas ela acredita que isso foi bom, pois decidiu o que queria da vida.

Há males que vem para o bem.

No 2º bimestre da minha 6ª série, na minha antiga escola, sentava-me ao lado de uma garota que era minha colega na época, a Bianca. Fora muito minha amiga. Eu a tinha recebido muito bem no colégio após o tempo que ela passara no exterior com sua família. Seu pai era jogador de futebol e jogara em times do Brasil, França e China.

O problema era que a Bianca tinha o péssimo hábito de dispersar durante as aulas, de não prestar a mínima atenção no que o professor falava e não copiar o que era escrito no quadro negro, passava as aulas a desenhar, conversar e escrever bilhetinhos inúteis. Também não se empenhava nas tarefas escolares. Eu não possuía essas características, era ótima aluna.

Sentávamos bem no fundo da sala, e, como se não bastasse, formávamos uma barreira que impedia a visão do professor, empilhando materiais escolares na parte frontal das nossas classes, chamávamos de muralha da China, lembrando o fato de que Bianca morara lá por bons anos. E tudo era brincadeira para nós.

Passei a adquirir seus maus hábitos. Conseqüentemente tirei notas baixas nas provas bimestrais e a média final do bimestre também foi ruim. Devido ao meu baixo rendimento escolar os professores prontamente mudaram o espelho de classe.

Isto foi um grande e valioso aprendizado para mim, e continua sendo, tanto quanto de escolher melhor minhas companhias, como também de me esforçar no colégio sempre.

Para ver melhor- redação 2011


Lembro-me da época em que praticava dança com as meninas mais novas do meu antigo colégio. Mas passei a valorizar mais o meu hábito de dançar balé a partir de um fato que não posso esquecer.

Estava inscrevendo-me para a colônia de férias da igreja a qual meu antigo colégio pertence quando ouvi a mãe de uma das minhas ex-colegas falando com orgulho: "Este ano minha filha vai na colônia". Neste evento passamos 10 dias em Itapeva, próximo à Torres, apenas os colonistas, sem pais e parentes.

E estavamos lá. Certo dia montaram brinquedos infláveis para a diversão dos colonistas, que tinham entre 7 e 17 anos.  Um desses brinquedões infláveis era um escorrega bem grande, um tobogã de grandes proporções, no qual essa mesma ex-colega convidara-me para brincar com ela. Na época essa menina tinha 9 anos e eu tinha 13.

Estávamos nos divertindo no brinquedo quando, após cair com impulso na superfície inflável do brinquedo, fui arremessada para um canto, e aconteceu o mesmo logo após, quando essa menina descera,  caindo em cima de mim.

E a região onde caíra fora a minha face, específicamente, bem próximo a meu olho. Por isso abriu-se  um grande corte abaixo do meu olho, que sangrou muito. E logo fiquei fraca, com confusão mental, e ainda com formigamento na metade afetada do rosto.

A menina gritava com desespero pedindo por ajuda, o que aumentava o meu grande e maior medo, que era o de ficar cega, pelo menos daquele olho. Desde o momento do acidente fechara os olhos sem os ainda ter aberto. Havia também o medo de outras sequelas, mas a principal era esta, e esse medo era o que mais me fazia sofrer.

Ousadamente abri meu olho machucado, e, conferindo que apesar de turvas as verdes árvores que cercavam o pátio ainda estavam lá, acalmei-me, ficando tranquila. Apesar de a dor e sintomas físicos ainda estarem presentes, não temia mais nada, pois, nesse caso, o medo era pior do que a dor, mesmo sendo ela muito forte.

Sabia que, não afetando à vista, o evento não me deixaria sequelas. E assim foi. Com essa situação aprendi a valorizar mais minha vista, minha saúde e também os maus momentos, para usá-los de forma proveitosa, crescendo interiormente diante da superação dos obstáculos da vida. A paz que eu tive mesmo naquele foco de tensão me abrira a mente, e de forma alguma culpo a minha ex-colega de dança por qualquer coisa. Foi algo bem construtivo para mim.

Verdade e Ilusão


REDAÇÃO PARA O COLÉGIO: O QUE VC PREFERE: UMA VERDADE QUE MACHUCA OU UMA ILUSÃO QUE RECONFORTA?
 
Em um mundo de sofrimento, verdade e ilusão, às vezes estes fatores se confundem e não se discerne com clareza as relações de causa e conseqüência existentes entre estes. Tanto verdades como ilusões podem causar sofrimento. A verdade causará se não for bem vinda. Porém, a ilusão trará esta adversidade sempre, pois conter uma informação desagradável é condição de sua existência. Se não há descontentamento na situação corrente, não há porque utilizar-se de uma ilusão. A diferença básica entre o choque causado por ambas as formas de expressar uma condição é a intensidade e o momento onde a decepção será enfrentada.
Em uma ilusão, a realidade é mostrada no momento em que é perdida. Sendo assim, tardiamente. E, desta forma, resulta em um efeito combinado da sensação de engano com a realidade descoberta, tornando-se pior do que esta última em si.
Uma verdade, não adia ou mascara nada. A realidade é mostrada no momento em que a mensagem é transmitida. Tendo como peso, apenas a realidade desconfortável que está sendo revelada, esta, impossível de se livrar.
Não se pode fugir da verdade, apenas adiá-la, porém se tendo um aumento na sua dureza. Assim, pode-se concluir que a falsa vantagem oferecida pela ilusão não compensa o aumento na intensidade do fato a ser confrontado.

Mais do que palavras



A leitura se consiste na visualização de idéias, fatos, opiniões, quaisquer informações de determinado local ou pessoa, organizados e expressos através de palavras.

Esta, no seu conceito popular restringe-se a livros e outros documentos formais, os quais têm boa organização de idéias, boa gramática, bom vocabulário e bom tema, acrescentando ao leitor não só o conteúdo expresso, mas também a organização presente na forma como é escrito.

Baseando-se nessa lógica, poder-se-ia imaginar que outras formas de comunicação informais acrescem tanto em conteúdo quanto as formais, porém comumente a informalidade de meios como, por exemplo, a mídia, carregam assuntos e informações bem menos edificativos.

Todo indivíduo precisa das duas diferentes formas de contribuição, estas sendo elementos essenciais no aprimoramento das habilidades psíquicas, como construção e organização de pensamentos, exposição de idéias, capacidade cognitiva, pensamento crítico, entre outros.

A sociedade atual tem uma grande deficiência nesta área, não desenvolvendo a inteligência como poderia. Este problema é em grande parte pela falta de leitura, principalmente dos livros, pois estes têm boa escrita e bons temas, o que poderia ter um bom resultado na tentativa de melhorar o desenvolvimento mental da população.
 
Texto pra escola, em 2011.

Horas de curta aflição


Nos tempos modernos, os cidadãos de uma grande metrópole devem se habituar a múltiplos aspectos imutáveis da sua vida cotidiana: pessoas irritadas, correria constante, desgaste físico-emocional-mental etc. Mais habitual ainda à nossa realidade é, sem dúvida, a convivência com o risco imediato: cada vez mais habitar uma capital se torna uma luta interminável por uma segurança que nunca existirá.

Tanto medo enlevou-nos, a nós, a tal situação que temos medo de tudo e todos, até quanto não temos medo. Veja que, certa vez, eu circulava pelo centro de Porto Alegre: caminhava por ali como caminharia qualquer desocupado após horas de extenuante rotina, e vi aproximar-se de mim, saído dalguma dessas tantas ruelas que cortam o coração da cidade, um cidadão indesejável, pelos padrões habituais.

Tratava-se de um homem de estatura mediana e cabelos pretos, pontilhados aqui e acolá por tons de grisalho; a barba que lhe cobria a face era quase tão longa quanto o cabelo, e a pele, coberta por uma espessa camada de sujeira, nem sequer podia ser reconhecida como escura ou clara. Trajava farrapos pretos que, a julgar pelo estado, deveriam estar sendo vestidos há tanto tempo que se haviam tornado uma espécie de segunda pele.

Meus olhos preconceituosos de metropolitano logo o detectaram como uma ameaça. Foi instintivo recuar dois passos, e mais natural ainda levar a mão ao bolso onde trazia o pouco dinheiro que tinha em poder. Fosse ilusão minha ou não, parecia-me que as íris do outro, castanhíssimas – e isso se destacava em meio ao cinzento da sujeira que recobria sua face -, luziam uma ameaça insana, o puro ódio que alguém do nível dele poderia sentir de alguém do meu nível.

- Eu não tenho dinheiro. – Disse, quase instintivamente. O outro pareceu confuso; e ambos ficamos nos olhando, aturdidos.

Ele, parecendo compreender, assumiu a mais inesperada das expressões: pareceu profundamente ofendido! Fiquei ainda mais confuso, enquanto meu algoz perpassava do estado de mágoa para o de raiva. Quando pensei que ele fosse saltar no meu pescoço e me matar ali mesmo, no meio de todo aquele povo – e sim, havia pessoas em volta -, ouvi sua voz, pela primeira vez.

- Não, moço, eu não quero teu dinheiro – falou com certa raiva, e sua voz soou como se há muito não fosse usada. Pensei que, talvez, ele não tivesse exatamente muita gente com que falar. – Quero apenas uma informação.

- O que é? – apesar de meu estado de choque, pude trazer à minha voz toda a arrogância e superioridade que eu deveria ter para com ele. A rispidez foi apenas mais um detalhe.

O outro me olhou, frio, quase cruel. Abriu sua boca ladeada por um emaranhado de barba nunca feita; vi diversos vazios onde, antes, deveria haver dentes. E aqueles que restavam não demorariam a seguir o caminho de seus iguais.

- Poderia...me dizer que horas são?
Autor: Fernando Galvão. 2011

Uma história mal começada


Uma manha raiava no bairro das laranjeiras, no povoado de Trento. Ricardo caminhava em direção a catedral. Interceptado por Roberto Vonche, indagava o que se passava na mente inocente do rapaz, por ser de menor estatura e reforço. Foi surpreendido pela estratégia que o fizera amarrar alguém mafioso como só ele com a ajuda dos comparsas de sua semelhança.

E o porquê logo se via, Rafaela se aproximava  com o intento de encontrar ricardo e suas mercadorias. Acontece que a rafa namorava roberto até um tempo atrás e este ficara sabendo do interesse da garota em entrar pra máfia. O rapaz não hesitou, foi atrás das informações e logo armou um plano que pudesse ajudar na tentaiva de impedi-la. Porém, leitores, bem sabemos que impedir alguém de entrar pra máfia não costuma dar certo. Ou então teríamos bem menos mafiosos andando pelas ruas de nosso Brasil.

E pelo motivo que torna alguem  mafioso, ricardo podia se defender. Uma equipe de reforços estava a disposição...

Será que roberto e sua equipe faziam idéia do risco que assumiam? será que sabiam com quem estavam lidando???? será que sua estratégia seria boa o suficiente para cumprir seu objetivo?? em qual lado rafaela se posicionará?

Por favor, não me consoles...

 

Se você me ver chorar
E pedir que desabafe
Por favor não vá falar
Aquilo que todos já sabem.

Entenda que "Você não é a única!"
"Todos passam por momentos difíceis..."
Não!...Isso não me consola!...
Prefiro que você nem me iluda com a sua ajuda.

Por que nem na minha dor
E posso me sentir singular e única?
Por que vocês não deixam
Eu em minha tristeza, só, chorar?

N.S.

Eu e meus pais

É uma pena, um problema
um relacionamento, descendo pelo encanamento.

Conflito em casa, atrito na asa
quero voar alto, mas não levanto do asfalto.

Já não aguento, preciso de alento
Já nao dá mais, a coisa tá feia, eu e meus pais.

Mana B

A poesia-

É menina faceira,
que faz da vida brincadeira
que corre ligeira,
e faz o mundo da sua maneira.

É medonha adolescente,
que vive confusamente
que vive a encontrar a verdade
e afirmar sua identidade.

É adulto que não se encontrou,
que sempre mostra a verdade,
adulto que não se enclausurou
nas grades da sociedade.

Manola Bro.

A poesia, uma menina

A poesia é uma doce menina,
que com seus versos, facina

É uma menina faceira,
que faz da vida uma brincadeira

É uma menina alegre,
ligeira feito lebre
sadia e sem febre.

Uma menina esperta,
que está sempre alerta,
sempre uma nova descoberta.

É menina entusiasmada,
travessa e aventurada,
que espoleta fada!

É menina sapeca, é doce moleca
é bandida protegida pelo ECA.

É menina meiga, da vida ainda leiga
Por vezes devota, por vezes gaivota
Por praias e praias, voa e desmaia.

É menina que esquece,
menina que entristece,
menina que não cresce!

Manola Bro.

Espera

A espera longa é,
fadada, e sem fé
trazendo o peso
de um inquieto preso

Agitação e ansiedade,
perdição da sociedade

Não temos paciencia,
e nem experiencia,
neste mundo, de pura aparencia.

Mana B.

Recém Nata

Ainda sou imatura, ando no mundo, insegura
sou na vida novata. em início de caminhada
recém nata, um tanto desvairada

Sou alegre, tenho febre
de um primeiro amor,
que se sente com ardor.

Mas não basta fantasia,
preciso me localizar
alguém, por favor, me guia
Netse mundo, que é meu novo lar.

Manolinha

Eu- Abismo

Andar comigo é estar sempre em perigo
sou uma farsa, não tenho comparsa
Não me acredito, e já o tenho dito

Tenho meu própio vício
no meu interno precipício
(sim, me leve para o hospício)
Meu abismo profundo,
que chamo de, mundo.

Este meu abismo,
que tambem chamo de cinismo
me afunda, me leva,
para um lado de trevas.

Não quero andar obscura,
presa nesta tontura, perdida na minha loucura,
quero ver a vida como é,
sem meu julgamento sem fé.

Manola
E porque a chama se apagou?
Não seria duradouro o avivamento?
Ou não foi suficiente?
sei que preciso de novo intento
preciso me renovar crente
Reafirmar tais alianças
como fazem as crianças
Renascer, quero fogo, quero de novo
Dele não fico distante
Ele é redenção, para meu Eu errante.

Serva do Senhor.

Falsa Recíproca

Poisé, parece que sou sempre a excluída
neste mundo estou perdida,
uma total não compreendida.

Achava que experenciava
o que se conhece por amizade,
mas era pura falsidade.

Isso me intriga,
afinal, sempre fui amiga.
E porque não a recíproca?

Que convívio mais corrompido
almejo alívio, por tamanho dano sofrido
Que mundo de engano, que mundo desumano!

Mana Bro.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Tempestade da sociedade!

Chuva que chove,
chove molhada
deixando esta terra regada

e por sangue encharcada
de aniquilação da mente
um povo que vive cegamente

crendo em mídias e manipulações
obedecendo sem pensar
estes incabidos padrões

sabe esta chuva ,
bem que poderia lavar,
como mão que se livra da luva
pronta para se aventurar

livre, de toda capa, toda máscara
ó chuva, molha estes olhos
molha, lava, para que vejam a verdade
por vezes escondida, nesta fúnebre sociedade

Ò chuva, que vem com seus ventos
trazendo a pobres corações, alento
movimentando emoções
fazendo ecoar, alegres e fúnebres canções
vindos de almas encharcadas
por esta bondosa e malvada chuva molhadas

Chuva, que fecha o tempo
carrega folhas com seu forte vento
carrega também emoções
vindas dos rígidos corações

chuva, lágrimas do céu
derramadas e molhadas
sobre este povo cruel
estas almas fadadas

mas chuva, que traz esperança
procede dela arco iris, beleza
nos faz lembrar da mais tenra aliança
nos traz uma firme certeza

Rajadas, o vento sopra muito forte
quase vendaval
com cheiro de morte
um pré funeral

Tempestade, que não faz questão
de esconder a verdade
e nem apagar cada ilusão

O dia nem sempre está belo
mas melhores condições anelo
a chuva está triste,
e esta garota nunca tão abatida vistes

Estes trovões, clarões
céu em confusão
céu em batalha,
e cada doce ilusão, presa na calha

Todos fugimos destes dias feios
mas eles podem ser carentes
podem ser simples devaneio
agonizando simples mentes

Estes dias, que julgamos,
e outros, contemplamos
mas de fato, podem ser iguais
pode um sofrer demais

Incríveis mundos, em cada trovão
perfeito desmundo, nesta completa fascinação
para uns tristeza, para outros beleza
e forte admiração

Pois realmente, estas criaturas,
por provações passaram
certamente batalharam
estas coitadas feiuras

Sim, são explicadas
por alguma razão
são justificadas
seja por emoção

Pois cada um, nós
esta gente infiel
gente algoz e gente cruel

Temos nossas fraquezas
também as belezas
somos um céu,
dias belos e feios
somos noivas com véu
escondendo nossos devaneios
nossas incertezas,
cada mazela...

Somos imaturos
na nossa história há muros
somos crescidos
mas nem sempre bem vividos

Devemos nos espelhar no céu
Na nuvens, que sem medo
expõe sua megera, além de seu mel
não temem o degredo

Até é o que querem
viajar, com ventos correm
estas nuvens, estas lágrimas
não em fuga, mas em batalha
sem receio de falha
desbravando nova terra
sem medo da guerra

E que bom espelho,
nos deu nosso Deus!
para nos dar conselho
este qualificado liceu

É a natureza, nosso manual
que nos ajuda com nosso mal
esta chuva, que nos tira a luva
vem do céu, e nos traz anel
uma aliança, doce esperança
de melhora, mudança vinda de fora
mas que começa por dentro,
inspirada pelo vento.

Assim, terra com cheiro de guerra
encharcada pelo sangue
sendo banhada, molhada pela doce chuva
com cheiro de mel, oriunda do céu
E o que as separa?
um espelho! um pano vermelho
que nos permitiria para nós mesmos olharmos
achando a resposta
como em alice coelho, levando nos para um passeio
um doce devaneio, aceite esta proposta

Façamos este mundo melhor,
saibamos nós mesmos de cor
se é que isto é possível,
este complexo mundo inteligível

Já dizia a filosofia
conhecer o interior,
entender cada dor,
nisto ela até cria

Mas cada vez é mais difícil
neste mundo impássivel
porém de paz impossivel
e de caracteristica incompreensível

E o que haveria?
em cada desprezivel, em cada fuzivel?
uma paz inatingivel
um amor inacessível

Pois guerra além de falta de paz
é a inquietação que o desamor traz
E que este céu, este espelho de véu
possa ser rompido! em chamas, trovoes, lágrimas
em chuva, em raios, em compreensão
em alegrias e desmaios e depressão, doce fusão

Então creio que a chuva possa vir a ser isto
ruptura do céu, do véu, do himen
que todos humanos temos visto
cada um de nós, cada não quisto.

Agora me despeço, desta filosofia tempestuosa
e peço, observe cada gota fria, virtuosa
vindas de uma não alegria, dolorosas
Tire pra vida lição, em cada observação
em cada raio e trovão
não caia em persuasão
deste falso mundo
pelo contrário, largue a confusão
e pense alto! alto acima do vidro, envólucro
enxergue por essa lente, que de espelhada não tem nada
mas sim de mente molhada
por esta doce chuva, magia e depressao
uma nova alusão, a esta enganação latente
neste mundo de amor ausente.

Espero que tenha servido de auto ajuda, esta doce chuva.
 

Manola Carol.





terça-feira, 11 de setembro de 2012

Implícito

O que o mundo precisa é de simplicidade
Porém simplicidade elaborada
Não como atitude covarde, que não explora e não desbrava
E por tal revolução não vejo a hora
Precisamos todos aprender,
a ver na luta uma vitória,
a dolorosa labuta fazendo nossa história
a ver no simples o complexo
como no espelho convexo o direto se torna espalhado, diversificado
mas sem perder o foco, com uma lente se chega ao desejado
Precisamos não somente ver, mas enxergar, e com atenção analisar
O mundo em que vivemos de mazelas é cheio
Ótimo assunto para prolongados devaneios
A questão é que nem todos são capazes,
se com atenção observar, e captar
a raiva atrás das pazes, o mundo tranformando em fases
o portugues perdendo as crases
A vida girando e rodopiando
O planeta em órbita constante
Em torno do sol rodeando
Livre de todo comportamento errante
O implicito em cada singelo ato
que nao pode ficar livre de relato
e este estado verdadeiramente anelo
por um mundo melhor, mais sincero
com muita esperança espero
O raio-x  na vista comum
Todos observando,
na simplicidade o mundo, a vida
em corriqueira fala, a implicita voz que não cala
Vamos, então
incentivar essa necessária revolução
por um mundo mais vivido
mais compreendido
por essas tolas mentes
que sem perceber, passam a vida brevemente.

              Manola Bro.

Desejos

 

From: http://natchuscia.blogspot.com.br/

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"As criaturas não nascem com desejos, a menos que exista satisfação para eles. Um bebê sente fome: bem, existe uma coisa chamada comida. Um patinho quer nadar: bem, existe uma coisa chamada água. (…) Se eu encontrar em mim mesmo um desejo que nenhuma experiência neste mundo pode satisfazer, a explicação mais provável é que fui feito para outro mundo."
C. S. Lewis

A Minha Cachoeira

Águas doces e mornas
Onde eu mergulho a minh'alma
Cachoeira que me lava de todo peso
Nela eu me perco por horas...

E horas, esqueço-me nesse Paraíso
É nele que em pensamentos me perco
Enquanto as suas gotas me molham os cabelos
Vivo as maiores aventuras e choro as mais dolorosas lágrimas.

Lágrimas que se escondem entre suas doces gotas
Ó cachoeira, perfumada de flores,
Que me faz esquecer por um segundo o presente,
Sonhando com um ardente futuro.

Futuro não muito longe, mas que requer muita força
Que eu renovo em suas águas
Quando meus pensamentos emergem
Sinto renovada a minha alma

Alma que se eleva no calor dessa água perfumada,
Que se esquece da dificuldade,
Pelo pingo que dança em meu corpo,
Que leva toda raivosidade pelo ralo ali perto.

Perto, me lembra o agora, a realidade
E então, num salto, me lembro
Não estou no Paraíso, é miragem!
Tudo um reflexo do meu doce querer.

Querer que insiste em ficar aqui
Mas a água está escorrendo, está se indo,
Então me lembro que o tempo não para.
Pego a toalha e desligo o chuveiro....

N.S.

Fonte: http://natchuscia.blogspot.com.br/2012/09/a-minha-cachoeira.html

Parabéns Nath! Amei! Beijocas da tua amiga e irmã! Mana Bro.
                 

Nova Realidade

Ó Senhor! Me ajuda!
Me mostra o teu amor.
Não deixe que me iluda.

Ó meu Deus!
Me leve para outra realidade
Livra-me dos enganos meus
Me mostra a tua verdade
Destrua o errôneo Eu,
e faz em mim a tua vontade!

                De um coração adorador, fruto do divino amor!

Gabriela

Uma florzinha,
uma querida colega
Uma quase patricinha
que seu consumismo não nega.

Sabe ser um docinho
como sabe ser decepção.
É passaro no ninho
que sempre segue a convenção

É menina em si organizada,
e a própria relapsa,
garota meio apaixonada
que em corriqueiras sensações,
o coração colapsa.

Garota toda duvidosa,
por fora com certezas,
Por dentro uma manhosa
escondendo suas fraquezas.

Garota se encontrando
definindo sua personalidade
E ansiosamente buscando
formar uma identidade!
           
Esta é a minha Gabriela! Manola Bro.

Boatos

Andaram espalhando boato
De que teria eu cometido
Um inadequado ato
e a muitos chegou ao ouvido...

Que audácia
Completo absurdo
Estrondosa falácia
ouvida até pelo surdo!

E que posso fazer,
para resolver esta situação?
A bandidas jamais vão entender,
que isto é absurdo sem comparação!

                 Manola Bro

Organizador

É ótimo quando as coisas funcionam
quando estão engajadas
Quando os problemas se solucionam
E as causas não mais paradas

E isto, sim, é o desejo de todo organizador
Que com ardor,
movimenta obras e projetos,
E ao máximo sempre tenta,
ver os seus planos concretos.

Mana B.
Ser poeta é desabafar em versos!!! Mana B.

Eu, Ímpar!!!

Nossa! E era tudo ilusão
pura falsidade
a mais cruel fantasia
O problema em questão
é a minha personalidade
que não estabiliza, apenas varia

Eu não esperava mágica,
nem pura verdade
mas não contava com descoberta trágica
que me faria detestar mais a sociedade

Que em desilusoes e padroes
consome o mais puro dos corações
Estes humanos, malvados
ou nem tanto, pode ser eu
causa das minhas aflições,
tão estranhas sensações
Mas terríveis em efeito
que nem mais sei  direito
Como deveria agir
se conforme a minha suposta essencia
ou então de um idealizado porvir
E se isto for também tendência?

E sobre a paixão?
seria mais desilusão?
uma boba carência?
mais um distúrbio da adolescência?

Tantas dúvidas, poucas respostas
Mundo incompreensivel
de raça desprezivel
ou seria eu mesma? novamente?
eu, demente. Falsa e eloquente,
enganando até  a própria
seria isto verdade óbvia?

Olha não o sei,
e este debate está longe de ser normal
Eu que vivo sem lei
julgada por não conhecer o significado de "natural"!

E que paradoxo! que inconstancia
nas proprias acusações
E que boba esperança
de me ver longe de falsificações

Sabe eu já ouvi esta frase discreta
"No dia em que me encontrar deixo de ser poeta"
Mas acho em parte mentira
porque não ter estilo mas personalidade em excesso
ser a doce que se encontra na lira
e a garota que silencio eu a peço
Também faz parte de uma identidade
Eu, me encontrando, continuaria poetizando
porque esta senão, mudanças sempre hão
E eu viverei mudando e mudando.
Já me encontrei, neste mundo sem lei,
Mas regrado e disciplinado
a contradição em imaginação.
Esta sou eu, girando, sem compreensão, mas cheia de repreensão
pois não me importo mais,
vocês que se preocupam demais
com detalhes, futeis detalhes
E não consideram a mazela humana
Esta, racional ou insana
que sempre, por milênios traz
Ansiedade voraz,
por respostas que a sociedade não traz.

Porque escolheriamos um só aspecto?
São tantas variações! Já fomos feitos assim diferentes por isto!
A própria luz é variada em seu espectro.
E  cada um conufusamente invadido de sensações,
e não apenas esta alma que aparentemente ninguém tem quisto!


                 Manola




Nesta vida tantas coisas aprendi, mas a frase que melhor me descreve no momento é a seguinte:
"É melhor se contentar no acaso do que esperar o permanente." Manola.

domingo, 9 de setembro de 2012

Desolação

Estou eu, em estado vegetativo
totalmente quieta
isolando todo traço criativo
e completamente discreta

Estou sumida
totalmente invisível
bastante descrida
garota impassível

 Manola

Monótono

Sabe eu já perdi a motivação
agora é compromisso
não há mais paixão,
apenas comportamento submisso

Não sei quando foi,
que perdi a essência
agora só estou
a seguir uma tendência

Mas devo ter precaução
para que esta vã estação
Não me leve à demência.

      Manola

sábado, 8 de setembro de 2012

Não Acordei!

Olá. estou afim de poetizar
De um estranho sonho acordei
mas ainda me sinto a sonhar
sonho, este, sem lei.

Vim de outro universo
Porque são dois mundos, eu creio
mundo de pensamento disperso,
mundo de devaneio

E certo é, que misturei fatos
confundi ambientes,
E agora me vejo a expor meus relatos
deixando assustados os cientes.

Foram tantas sensações,
Francamente, caóticas,
diversas interpretações,
a luz e trevas de várias óticas.

               Manola

PS. post n° 50. rsrs beijocas

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Cadernos

Geeeente!!
Fui na casa do papel, no centro de poa...
e comprei um monte de materiais que estava querendo...
como um caderno bonito de 200pgs pra escrever. e um suuuper fofis le vanille a coisica mais linda! Por si só já me inspira. espero que agr eu escreva ainda mais!!! rsrs Até porque agr faltam 2 dias pra 1 mes do blog...e quero completar 50 posts.... falta só mais um após este.!!
e sabem que até comprei lapiseira e caneta especifica para poesias, nos cadernos?? caneta tinta azul por fora rosa, bic. lapiseira mini bic rosa tb. Duas lindaaaas'"#@!!!
To babando.... rsrsrs
comprei pasta nova tb, cor de rosa...hehe *-*
Fica aí uma imagem do Le Vanille!!! Beijocas...

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Humor

Poisé, hoje estava em um dia menos animado no principio. Estava normal, repito NORMAL.
Não no meu, claro, normal dos outros... Até meio séria, me irritei. Me decepcionei. Decisoes tomei. É, eu tentei, mas não dá mais. Até no colégio, vou me fechar. Idéias, só pra mim! E não vou  fazer nada sozinha, me empenhar pelo grupo. Sabe, tenho q entender, sou diferente mesmo. Não adianta....
meu pensamento nunca vai se aproximar ao da maioria.  =(
Paciencia, vou viver subordinada às ideias dos outros....