terça-feira, 18 de setembro de 2012


Há males que vem para o bem.

No 2º bimestre da minha 6ª série, na minha antiga escola, sentava-me ao lado de uma garota que era minha colega na época, a Bianca. Fora muito minha amiga. Eu a tinha recebido muito bem no colégio após o tempo que ela passara no exterior com sua família. Seu pai era jogador de futebol e jogara em times do Brasil, França e China.

O problema era que a Bianca tinha o péssimo hábito de dispersar durante as aulas, de não prestar a mínima atenção no que o professor falava e não copiar o que era escrito no quadro negro, passava as aulas a desenhar, conversar e escrever bilhetinhos inúteis. Também não se empenhava nas tarefas escolares. Eu não possuía essas características, era ótima aluna.

Sentávamos bem no fundo da sala, e, como se não bastasse, formávamos uma barreira que impedia a visão do professor, empilhando materiais escolares na parte frontal das nossas classes, chamávamos de muralha da China, lembrando o fato de que Bianca morara lá por bons anos. E tudo era brincadeira para nós.

Passei a adquirir seus maus hábitos. Conseqüentemente tirei notas baixas nas provas bimestrais e a média final do bimestre também foi ruim. Devido ao meu baixo rendimento escolar os professores prontamente mudaram o espelho de classe.

Isto foi um grande e valioso aprendizado para mim, e continua sendo, tanto quanto de escolher melhor minhas companhias, como também de me esforçar no colégio sempre.

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